A Samsung Electronics continua a reforçar a segurança e a conectividade do seu ecossistema de smartphones. A grande aposta atual passa por expandir a comunicação por satélite a vários modelos Galaxy, abrangendo tanto a recente série S26 como a popular linha A. Num mundo cada vez mais impulsionado pela inteligência artificial enquanto infraestrutura diária, ter uma ligação estável em qualquer lugar deixou de ser um luxo para se tornar uma necessidade vital. Como fez questão de explicar Won-Joon Choi, presidente e responsável pela área de Mobile eXperience da marca, o objetivo passa por garantir aos utilizadores acesso a comunicações fiáveis nos momentos mais críticos, mesmo quando as tradicionais redes móveis deixam de dar resposta.
A Revolução na Gama Média
É precisamente nesta estratégia de democratizar o acesso a tecnologia robusta e preparada para o futuro que se insere o recém-chegado Galaxy A56. Os lançamentos desta família mais acessível geram sempre bastante expectativa, e o modelo mais avançado da série 50, que chegou ao mercado em março deste ano, não é exceção. Tendo o telemóvel chegado às nossas mãos há duas semanas, fomos tirar a prova dos nove. A verdade é que os bons argumentos apresentados no papel confirmam-se na prática. Estamos perante um gama média sólido, muito competente e que surge embrulhado num design digno de um verdadeiro topo de gama.
O processo de unboxing é direto e sem grandes floreados. Dentro da caixa, devidamente acomodado, está apenas o telemóvel, a ferramenta de ejeção do cartão SIM e um cabo USB-C para USB-C. Os adaptadores de corrente já desapareceram das caixas há algum tempo e a marca não inclui qualquer outro acessório extra. É uma cedência perfeitamente compreensível para conseguir manter o preço final mais contido.
Design Premium e Desempenho
Olhando para o exterior, a evolução face à geração anterior salta à vista. O módulo das câmaras traseiras está agora organizado numa ilha ligeiramente mais saliente que alberga os três sensores. Este pormenor confere ao equipamento um aspeto muito mais moderno e elegante. A combinação de vidro e metal na estrutura não só lhe dá um toque premium, como transmite uma enorme sensação de robustez. A marca introduziu ainda uns pequenos sulcos na moldura metálica que melhoram substancialmente a ergonomia e o conforto durante o manuseamento.
A ergonomia beneficia também de uma dieta rigorosa. O Galaxy A56 emagreceu e está mais leve, registando 198 gramas na balança e uma espessura de apenas 7,4 mm. Trata-se de uma melhoria bastante assinalável quando comparado com os pesados 213 gramas e 8,2 mm do seu antecessor. Para resistir aos percalços do dia a dia, o ecrã e o painel traseiro vêm protegidos por vidro Gorilla Glass Victus+, complementado pela certificação IP67 que atesta a sua resistência à água e ao pó.
Contas feitas, pelos 499,90 euros que custa à data deste artigo, é uma recomendação fácil para o utilizador convencional. Tem um orçamento limitado, mas não quer abdicar de um ecrã maior e com melhor qualidade, desempenho consistente, carregamento rápido mais célere e a garantia de seis anos de atualizações. As câmaras fazem um trabalho bastante razoável, embora se note a ausência de um zoom ótico a sério. Convém também ter a noção de que este não é um telefone pensado para o gaming intensivo.
Expansão Global das Comunicações
O que torna propostas como o Galaxy A56 ainda mais interessantes é saber que a série A faz parte do plano da Samsung para a implementação de comunicações por satélite, uma funcionalidade suportada em vários equipamentos da marca desde 2025. O plano de expansão global está a avançar de forma faseada, dependendo da disponibilidade das redes regionais e dos requisitos regulamentares de cada país.
Na Europa, a fabricante aliou-se à Virgin Media O2 para disponibilizar esta tecnologia em modelos selecionados, estando também previstos testes conjuntos com a MasOrange em Espanha já durante o mês de março. Há ainda trabalho a decorrer em conjunto com a Vodafone para suportar estas funções.
Nos Estados Unidos, a colaboração com a T-Mobile e o seu T-Satellite com Starlink permite aceder ao T911 e a serviços de texto e dados desde 2025, abrangendo topos de gama e a série Galaxy A lançados após a linha S21. A Verizon também já oferece SOS de emergência e mensagens de texto nos principais modelos a partir do Galaxy S25, seguindo a AT&T o mesmo caminho de integração. O cenário repete-se no Japão através da operadora KDDI, que fornece alertas de sismos e tsunamis, além de dados e texto. Entretanto, gigantes nipónicas como a SoftBank, a docomo e a Rakuten Mobile preparam-se para começar a disponibilizar estas mesmas capacidades de comunicação satélite durante este ano de 2026.




